Detalhes da Notícia

Imagem de capa do card
A participação brasileira no sistema de verificação do Tratado de Proibição Total de Testes Nucleares - CTBT

O Tratado de Proibição Total de Testes Nucleares (Comprehensive Nuclear-Test-Ban Treaty - CTBT) proíbe a realização de explosões nucleares em nível global. O CTBT, embora não esteja ainda em vigor, possui um Sistema de Monitoramento Internacional (International Monitoring System - IMS) baseado em sensores geofísicos, com capacidade para detectar globalmente qualquer teste nuclear com potência igual ou superior a 1 kt (quiloton) de TNT. Os sensores da rede mundial IMS usam quatro tecnologias: Sísmica; Infrassônica; Hidroacústica e Radionuclídeos. Os dados da rede IMS são transmitidos para o Centro Internacional de Dados (International Data Center - IDC), localizado na ONU em Viena - Áustria, onde são processados, analisados e interpretados para a identificação de possíveis sinais relacionados com explosões nucleares clandestinas, bem como para emissão de boletins e relatórios sobre quaisquer eventos de interesse ao cumprimento do Tratado. O Brasil, que já assinou e ratificou o CTBT, contribui com dados de três tecnologias: Sísmica, Infrassônica e Radionuclídeos. O Observatório Sismológico (SIS) da Universidade de Brasília (UnB) contribui com dados de duas estações, uma sísmica primária e uma infrassônica, ambas instaladas no interior do Parque Nacional de Brasília (PNB). Os dados dessas estações são transmitidos para o SIS - UnB, onde são gravados, analisados e retransmitidos para o IDC, em Viena. As outras estações do IMS no Brasil são: duas estações sísmicas auxiliares, localizadas nos estados do Rio Grande do Norte e do Amazonas; duas estações de radionuclídeos, localizadas no Rio de Janeiro e no Recife (planejada), e um laboratório de radionuclídeos, localizado no Instituto de Radioproteção e Dosimetria (IRD), também na cidade do Rio de Janeiro. Neste texto, apresentamos, resumidamente, o tratado CTBT, o seu sistema de verificação e a participação brasileira no seu cumprimento e vigilância. E, para subsidiar as discussões que vêm sendo levadas a efeito sobre a implantação do NDC brasileiro, apresentamos também uma descrição de um NDC, com definição, atribuições e requisitos de montagem e operação. Por último, são apresentados os resultados das análises de sinais sísmicos e infrassônicos da última explosão nuclear realizada pela Coreia do Norte, em 3 de setembro de 2017, e da explosão acidental ocorrida em Beirute, em 4 de agosto de 2020.

Link: Clique aqui para mais informações

PDF: Anexo do arquivo .PDF

Observatório Sismológico da Universidade de Brasília - SIS/UnB © Todos os direitos reservados - 2018/2019